sexta-feira, 25 de maio de 2012


PLANO DE AULA

Série: 1º ano                    Ensino Médio                       

ASSUNTO DA AULA: Trovadorismo

CONTEÚDO:

Contexto histórico do Trovadorismo;  Produção Literária; As cantigas de amor, amigo, escárnio e maldizer.

OBJETIVOS:

Adquirir conhecimento sobre o contexto histórico do Trovadorismo

Conhecer as características e os tipos das cantigas do Trovadorescas

Ampliar competência leitora e escrita , a partir da análise de textos, imagens, vídeos que retratam a produção literária do Trovadorismo.

DESENVOLVIMENTO:

Estratégias

Apresentação em slide do mapa conceito/explicação

Leitura e explicação do capítulo sobre o Trovadorismo

Leitura da cantiga da Ribeirinha

 Análise dos elementos estruturais das cantigas

Recursos Didáticos:

Texto / material distribuído pelo professor

Computador e data Show

Avaliação:

Participação do aluno, produção escrita sobre o trovadorismo, análise das cantigas e postagem do material e comentário no blog da classe.

Resultado Esperado:

Espera-se que o aluno:

Compreenda que a produção literária está interligada aos momentos históricos e sociais

Conheça a produção literária do trovadorismo

Seja capaz de identificar as principais características das cantigas trovadorescas

BIBLIOGRAFIA

MASSAUD, Moises. A Literatura portuguesa através dos textos. São Paulo, Cultrix: 1ª edição, 1968.

_______________________________________________________________

CONTEÚDO DA AULA

Trovadorismo

(Início – 1189 ou 1198 – Término 1418)


           Feudalismo

. Havia senhores feudais, nobres de alta linhagem, fidalgos (cavaleiros e escudeiros), o clero, servos e escravos. Os trabalhadores eram vassalos dos senhores (nobres e eclesiáticos), estes, por sua vez, eram vassalos do rei.

 Teocentrismo

. Nesta época, a organização social era pautada por uma visão teocêntrica de mundo,  ou seja, Deus é tido como centro do universo, um ser absoluto. O homem nasce para obedecer, ou mesmo seguir um, caminho pré-determinado, sem opçoes, sem livre-arbitrio. Todos os atos humanos eram explicados por forças ocultas. Havia em Portugal muita religiosidade, igrejas lotadas, santuários e romarias.

Trovadorismo – vem do verbo trouver (achar) 0 trovador, trobadou em frencês, é aquele que “acha sua cantiga”.

 Podemos dizer que o trovadorismo foi à primeira manifestação literária da língua portuguesa. Surgiu no século XII, em plena Idade Média, período em que Portugal estava no processo de formação nacional.

O marco inicial do Trovadorismo é a “Cantiga da Ribeirinha” (conhecida também como “ Cantiga da Gaivota”), escrita por Paio Soares de Taveirós no ano de 1189. Esta fase da literatura portuguesa vai até o ano de 1418.

Trovadores

Na lírica medieval, os trovadores éramos artistas de origem nobre, que compunham e cantavam, com o acompanhamento de instrumentos musicais, as cantigas (poesias cantadas). Estas cantigas eram manuscritas e reunidas em livros, conhecidos como Cancioneiros. Temos conhecimento de apenas três Cancioneiros. São eles: “Cancioneiro da Biblioteca”, “Cancioneiro da Ajuda”, e “ Cancioneiro da Vaticana”.

Os trovadores de maior destaque na lírica galego-portuguesa são: Dom Duarte, Dom Dinis, Paio Soares de Taveirós, João Garcia de Guilhade, Aires Nunes e Meendinho.

Poesia Trovadoresca: pode ser dividiva em dois gêneros: lírico e sátirico.  O gênero lírico se subdivide em duas categorias (cantigas de amor e cantigas de amigo) e o satírico é caracterizado pelas (cantigas de escárnio de cantigas de maldizer)

Cantigas de amor: o trovador assume um eu - lírico masculino e se dirige á mulher amada como uma figura idealizada e distante. Ele se coloca na posição de fiel vassalo, a serviço de sua senhora – a dama da corte -, fazendo desse amor um objeto de sonho, distante e impossível.

Cantigas de amigo: Têm origem popular, eu- lírico feminino e marcas evidentes da literatura oral (reiterações, paralelismo, refrão e estribilho). Esses recursos, típicos dos textos orais, facilitam a memorização e execução das cantigas. 

Cantigas de escárnio: São composições em que se critica alguém através da zombaria e do sarcasmo, Trazem satíricas indiretas por encobrir a agressividade através do equívoco e da ambigüidade.

Cantigas de maldizer: Apresentam sátira direta, contundente e clara. Muitas vezes, há trechos de baixo calão e a pessoa alvo  é citada nominalmente.


Cantiga de amigo  D. Dinis:

"Ai flores, ai flores do verde pino,

se sabedes novas do meu amigo!

ai Deus, e u é?

Ai flores, ai flores do verde ramo,

se sabedes novas do meu amado!

ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amigo,

aquel que mentiu do que pôs comigo!

ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amado,

aquel que mentiu do que mi há jurado!

ai Deus, e u é?"

Cantigas de amigo (de Bernal de Bonaval):

"A dona que eu am'e tenho por Senhor

amostrade-me-a Deus, se vos en prazer for,

se non dade-me-a morte.

A que tenh'eu por lume d'estes olhos meus

e porque choran sempr(e) amostrade-me-a Deus,

se non dade-me-a morte.

Essa que Vós fezestes melhor parecer

de quantas sei, a Deus, fazede-me-a veer,

se non dade-me-a morte.

A Deus, que me-a fizestes mais amar,

mostrade-me-a algo possa con ela falar,

se non dade-me-a morte."

Cantigas de Maldizer


Os trovadores faziam sátiras diretas, agressão verbal e com quase sempre palavrões sendo o nome da pessoa citado ou não:

Roi queimado morreu con amor

Em seus cantares por Sancta Maria

por ua dona que gran bem queria

e por se meter por mais trovador

porque lhela non quis [o] benfazer

fez-sel en seus cantares morrer

mas ressurgiu depois ao tercer dia!...

Cantigas de escárnio


O nome da pessoa não aparece , sátiras de forma indireta: Ai, dona fea, foste-vos queixar

Ai, dona fea, foste-vos queixar

que vos nunca louve'en em meu trobar;

mas ora quero fazer um cantar

em que vos loarei toda via;

e vedes como vos quero loar:

dona fea, velha e sandia!...

QUADRO COMPARATIVOS ENTRE AS CANTIGAS TROVADORESCAS


Cantigas de amor
Cantigas de amigos


Origem Provençal
Origem Galego Portuguesa
Eu lírico masculino
Eu lírico feminino
Objeto desejado: a dama; a senhor
Objeto desejado: o amigo
O homem presta a vassalagem amorosa; sofre pelo amor não correspondido "Coita"
A mulher sofre pelo amante, namorado ausente
Mulher idealizada, superior
Mulher real, mais concreta
Ambiente palaciano (aristocrático)
Ambiente Rural (popular)


Cantigas de escárnio
Cantigas de maldizer


Ataque indireto
Ataque direto
Predomínio da ironia e do sarcasmo
Predomínio de palavras chulas (baixo nível)
Crítica a costumes, pessoas e acontecimentos
Críticas a costumes, pessoas e acontecimentos
Não declamação de nomes
Declamação do nome da pessoa criticada



Para refletir:

   
 O trovadorismo reflete o ambiente religioso e as relações de poder típicas da Idade Média caracterizados, principalmente, pela visão teocêntrica de mundo e a servilidade do homem perante a Igreja.

Teocentrísmo – é a teoria sendo a qual DEUS é o cento do universo nada mais é maior que ele, tudo foi criado por Ele e dirigido por ele.  Esse pensamento teria dominado a Idade Média



         Sidinéia Gomes Santana   RA B07HAI-3

2 comentários:

  1. Olá, meninas. O plano de aula está ok. Só não daria a Cantiga da Ribeirinha como texto inicial.
    bj

    Lígia

    ResponderExcluir